Olhando no Jornal zero hora me surpreendo tristemente.
       Estava pintando em um  evento em POA chamado “Aproximação”. não imaginei que a faixada que eu estava pintando era uma igreja. igreja essa anexo ao  prédio do Instituto Pão dos Pobres, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas destruíram parte do santuário do orfanato e foram controladas rapidamente. Ninguém ficou ferido.O graffiti ainda deve estar lá.por dentro o clássico altar católico.que eu nunca imaginará.



















   Com meu camarada Rafael Ciúme, Rafi. em pinhais, Peece pelo cotidiano violento. sem sofrer.só no reelex. valeu meu chapa. vamos focar nos nossos objetivos artísticos. sem dar trela para a moleza.















    Sempre é complicado quando se quer que o desenho que se faz no caderninho, fique igual no muro. não tenho essa pretensão, mas seria nostálgico se isso acontecesse. ao menos uma vez.


        Ficamos até anoitecer, e quando chega as luzes dos carros nos surpreendemos com o susto de contraste. ofusca o olhar que se acostuma aos pouco com a penumbra da avenida pouco movimentada. quando o spray brilha  na parede é sinal de ir embora, descansar,  de um dia cheio de transito que fica na mente, polui as idéias, graffiti não é isso. graffiti é sair na calada da noite como vulto na escuridão e sentir o calafrio que desse a boca do estômago, não é isso aqui que estamos pintando esse mural bonitinho com apoio, com spray  a vontade e todo prazer da cor, não, não é isto. mas isto é algo. algo que não quero definir. é algo que quero fazer e me libertar.





    Comendo spray com arroz, feijão e ovo.